Educação condizente com cada geração
Você já parou para pensar por quantas mudanças a sociedade passou nos
último 60 anos? Pois é, tanta coisa acontecendo, mas o modelo de ensino seguido
continua o mesmo, baseado em um monólogo do professor que usa como ferramenta a
lousa e um giz. Se há 60 anos era difícil manter a atenção de alunos, imagina
agora, com tantas distrações possíveis dentro do bolso, no formato de
smartphone.
O ser humano vive em constante evolução, e com isso aprimorou as formas
de comunicação, fazendo assim desaparecerem as distâncias. Com tanta tecnologia
nos rodeando e tomando parte importante de nossas vidas, as crianças nascem
cada vez mais integradas com aplicativos e ferramentas eletrônicas. O que para
nós é novidade, para elas é apenas parte da rotina. Por isso, não dá para
assumir que o antigo modelo escolar vai continuar sendo eficiente para sempre.
Se a sociedade mudou tanto, os modelos de ensino deveriam acompanhar tal
desenvolvimento.
É preciso entender que a educação, estagnada como anda, não vai ajudar
na formação de crianças e adolescentes. É preciso que se implante novos modelos
de ensino, integrando não apenas aluno e professor, mas também alunos e colegas
de classe. Nesse caso, a tecnologia pode ser usada de forma favorável,
estimulando a troca de informações.
A educação deveria fazer de tudo para se adaptar a atual realidade,
usando as ferramentas tecnológicas de distração, a favor de si mesma, como por
exemplo, com o uso consciente de jogos e redes sociais, o que pode introduzir o
aluno em meio que já lhe é comum e de seu interesse.
Porém, por enquanto, essas melhoras não passam do plano das ideias, já
que seria um trabalho burocrático sem fim mudar as estruturas da educação. E
além do mais, em um país onde a criança fica sujeita a falta de estudos por uma
escola não poder fornecer sequer giz ou carteiras, fica difícil acreditar que
uma educação mais moderna e aberta seria de direito de todos. Primeiro,
obviamente, precisamos transformar a educação no Brasil o mais igualitária
possível, e então sim poderemos sonhar com o dia em que nossas crianças terão
acesso à um modelo de ensino mais condizente com sua própria geração.

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